quinta-feira, 14 de outubro de 2010
muffins de baunilha e baunilha.
São muffins. E são de baunilha. E mata a minha gula por coisas com muita baunilha, além de serem ótimos para o café da manhã, pois não são muito doces. Além do mais, é uma opção boa para a lancheira das crianças. E este post é bem sem inspiração mesmo, porque ainda estou me recuperando do show da DMB no RJ, na semana passada!
Muffins de baunilha e baunilha
(só um pouquinho adaptado daqui)
Rendimento: de 14 a 16 muffins
INGREDIENTES:
Massa
150g de manteiga amolecida
300g de açúcar
1 fava de baunilha
2 ovos grandes
2 colheres de chá de extrato de baunilha
420g de farinha de trigo para bolos (retire 3 colheres de sopa de farinha de trigo e substitua por 3 colheres de sopa de amido de milho, se não tiver a farinha para bolos)
1 colher de sopa de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal
250ml de leite
Calda
100g de açúcar
125ml de água
2 colheres de sopa de glucose de milho
1 fava de baunilha
PREPARO:
Pré-aqueça o forno a 180°C e preencha uma forma de muffins com as forminhas de papel (usei uma com capacidade para 12 e outra com capacidade para 6).
Abra a fava de baunilha, no sentindo do comprimento, raspando as sementinhas com as costas da faca. Coloque na batedeira, junto com o açúcar e a manteiga, usando a pá.
Acrescente os ovos, o extrato de baunilha, e bata até homogeneizar. Junte os ingredientes secos, e adicione o leite gradualmente. Certifique-se de que todos os ingredientes estão bem misturado.
Coloque as colheres de massa na forminha, e encha-as quase que por completo. Eu usei uma colher de sorvete, pra ajudar a ficar com o topo bem redondinho. Leve ao forno até estarem assados, fazendo o teste do palito.
Enquanto isso, abra a outra fava de baunilha, no sentido do comprimento e coloque numa panelinha, junto com o restante dos ingredientes da calda. Ferva por 5 minutos, e reserve até quase esfriar.
Assim que os muffins saírem do forno, pincele-os generosamente com a calda. Repita a operação.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
meca grelhada com creme de milho e baunilha.
Apesar de adorar tranqueiras de cozinha, reconheco que algumas delas são inúteis. Lembro de um episódio de "Life with Bonnie", com a Bonnie Hunt (que aliás, eu acho a cara da Anna Olson), uma série que passava há muito muito tempo atrás no canal Sony e era bem divertida, onde a Bonnie fazia o papel de apresentadora de um talk show local. Em um dos episódios, apareceu um cara malucão no talk show dela, que não parava de falar e de fazer sucos. Ele estava mostrando a "invenção" dele, que era o tal do juicer. A princípio aquilo me pareceu uma tremenda tranqueira sem utilidade, mas muito anos depois, quando aqui no Brasil estourou a moda dos juicers, comecei a achar que ter um troço daquele poderia ser interessante.
No ano retrasado, no finalzinho da época da uva isabel, eu estava lá na minha sogra, sentada no sofá da sala dela e pensando na uva isabel, morrendo de vontade de comer um cacho bem gorducho dela, e triste também, pq eu tinha ido ao mercado naquele mesmo dia, e não tinha mais nadica de uva isabel por lá. Achei que teria que esperar até a próxima temporada pra matar a minha vontade. Bem, vontando ao sofá, eu estava lá sentada pensando na uvinha e daí ouço, lá de longe, um carro passando na rua, anunciando uva isabel, tipo naquele esquema da pamonha:
"Uva isabel, uva pretinha, uma delícia!"
Só lembro de ter dado um pulo do sofá e sair correndo pra rua igual uma doida, com o braço levantado, agitando loucamente o dinheiro que estava na minha mão e gritando pro moço do carro: "eu quero, eu quero!". Comprei logo 5 caixinhas, pra matar a vontade.
Voltando pra casa da minha sogra com aquele monte de uva, olhei pro juicer dela e resolvi botar as uvinhas lá pra ver no que dava. Olha, só sei que aquele suco foi o melhor que eu tomei na vida. Eu tomei tanto suco, um atrás do outro, que rolou até um piriri depois. (abafa)
Tá. E o que esse post tem a ver com a uva isabel? Nada. É que foi a partir daquele dia que eu percebi que o juicer era uma traqueira legal. E no dia das mães desse ano, fomos almoçar lá na minha sogra e ela do nada me deu o juicer dela, pq ela não usava muito. Adorei o presente, e desde então, uso o tal do juicer consideravelmente.
Num belo dia, resolvi fazer um cural de milho, mas em vez de triturar os grãozinhos de milho no liquidificador, resolvi triturá-los diretamente no juicer. E o resultado final do cural ficou incrível, o melhor que já comi.
Usando essa mesma idéia do cural, fiz um creme de milho, diretamente no juicer. E ficou ótimo também, pintadinho com sementinhas de baunilha. Casou lindamente com a meca, que é meu peixe preferido.
Meca grelhada com creme de milho e baunilha
Rendimento: 4 porções
INGREDIENTES:
4 postas gordinhas de meca
raspas finas de um limão siciliano, um tiquinho de vinho branco, azeite de oliva extra-virgem, folhas de manjericão, sal e pimenta-do-reino para marinar o peixe
10 a 12 espigas de milho, bem novinhas
3/4 xícara de leite integral
1 fava de baunilha, cortada ao meio com as sementinhas raspadas (ou 1/2 colher de extrato natural de baunilha. se tiver só essência na mão, omita)
sal e pimenta-do-reino
PREPARO:
Comece pela marinada. Misture todos os ingredientes da marinada com as postas de meca e reserve.
Usando uma faca bem afiada, debulhe o milho. Tem que render mais ou menos umas 9 ou 10 xícaras de grãozinhos de milho. Processe mais ou menos 3/4 da quantidade total no juicer (eu fiz esse processo três vezes) e reserve os grãos restantes. Coloque o bagaço que sobrar numa peneira fina ou numa fraldinha de pano (gosto de usar um cheesecloth pra isso) e aperte bem para extrair o máximo de suco possível.
Deve render mais ou menos 500ml.
Coloque numa panela os grãos e o suco de milho, o leite e as sementinhas de baunilha (se for extrato, use no final). Leve ao fogo médio, mexendo sempre, até ferver. Continue mexendo por mais alguns minutos até a mistura engrossar. Depois de engrossado, deixe mais alguns minutos até o milho estar cozido.
Enquanto isso, aqueça bem uma frigideira de fundo grosso. Quando estiver bem quente, deite as postas de peixe na frigideira, com cuidado. Não mexa. Grelhe por alguns minutos, até dourar e imediatamente grelhe do outro lado. Eu gosto da meca bem dourada, com um fiozinho cru no meio, da mesma forma que se prepara atum.
Tempere o creme de milho com sal e pimenta e sirva imediantamente com o peixe.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
rosquinhas de gergelim (simit)
Pão pra mim é algo sério. Muito sério. Além de ser uma das coisas que eu mais gosto de comer, é uma das coisas que eu mais gosto de fazer.
Há alguns anos atrás, eu tinha uma empregada cujo o filho caçula, já com seus 20 e pouquinhos anos, só comia pão com manteiga, em todas as refeições. Café da manhã (é claro), almoço e jantar. Uns três pães mais ou menos, por refeição. E tudo isso, porque quando criança teve uma forte anemia, e a mãe tacava fígado no moleque, dia e noite, como se não houvesse amanhã. Foi tanto fígado, que o pobre coitado ficou traumatizado pra sempre, e não conseguia mais comer nem um teco de carne, nem uma colher de arroz, muito menos um docinho qualquer. Só pão. E com manteiga.
*mahleb é uma especiaria extraída do caroço de uma cereja, típica da Turquia e do Oriente Médio. Tem um perfume muito gostoso, e é muito usada em baking. Tem um sabor forte, então só um pouquinho já é suficiente para perfumar e dar sabor. Use sempre moído. Dá pra comprar em alguns empórios turcos ou na bombay.
Na minha época de fobias alimentares, eu tenho certeza que conseguiria tranquilamente viver só de pão. Não somente pão com manteiga, mas pão com uma carne ensopada bem molinha, pão com um bifão feito na manteiga e sal, pão com patê de atum. E apesar de um pão-com-qualquer-coisa ainda ter um espaço grande no meu coração, hoje em dia gosto demais de comer de tudo e não conseguiria comer só pão pra sempre.
Essas rosquinhas de gergelim, chamadas simits, de origem turca, são vendidas nas ruas de lá, tipo o nosso cachorro-quente daqui, onde a cada esquina tem uma barraquinha. Existem basicamente dois modos de preparo de simit, um mais parecido com bagel, pocheado antes de ir ao forno, e a versão mais macia, com leite.
Aqui a vai a receita com leite:
Simit
(adaptado daqui)
Rendimento: 6 rosquinhas
INGREDIENTES:
250g de farinha de trigo para pão
1/2 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de mahleb (opcional)*
1 colher de chá de fermento ativo seco
1 colher de sopa de açúcar
1 ovo, batido
35g de manteiga, derretida
100 ml de leite
1 ovo batido
80 g de gergelim, aproximadamente
PREPARO:
Misture a farinha, o sal, o fermento, o açúcar e o mahleb numa tigela grande. Adicione o ovo batido, a manteiga e o leite, e mexa com uma colher, para umedecer os ingredientes secos. Usando uma batedeira com com gancho, sove até virar uma massa macia e flexível (uns 10 minutos). Se não tiver a batedeira, sove na mão.
Forme uma bola com a massa e retorne para a tigela. Cubra com um pano de prato e deixe fermentando até dobrar de volume.
Afunde a massa com o punho, e sove brevemente. Divida a massa em 6 partes e modele cada pedaço num rolinho, de mais ou menos 40cm. Quanto mais longo o rolinho, mas bonito o simit vai ficar. Modele cada rolinho num anel, e role suavemente a junção das pontas, sobrepondo-as.
Coloque o ovo batido num prato e o gergelim em outro. Passe cada rosquinha pelo ovo batido e imediatamente passe pelo gergelim, cobrindo o anel de gergelim por inteiro. Coloque-os numa assadeira untada e deixe-os crescer, cobertos com um pano de prato, até quase dobrarem de volume.
Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 225°C.
Asse as roquinhas até ficarem bem douradas. Retire do forno e coloque-as numa grade para esfriarem.
*mahleb é uma especiaria extraída do caroço de uma cereja, típica da Turquia e do Oriente Médio. Tem um perfume muito gostoso, e é muito usada em baking. Tem um sabor forte, então só um pouquinho já é suficiente para perfumar e dar sabor. Use sempre moído. Dá pra comprar em alguns empórios turcos ou na bombay.
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